Cerâmica

A coleção de cerâmica, uma das mais numerosas e diversificadas do acervo do museu, constitui a expressão visível do colecionismo português de finais do século XIX e primeiras décadas do século XX, quando a moda e o gosto vigentes conduziram à formação das principais coleções privadas deste tipo de objetos, especialmente fomentada quando os museus, num plano institucional, lhe dão acolhimento e expressão.
As coleções de cerâmica do Museu Nacional Grão Vasco são essencialmente de três tipos: porcelanas orientais, faiança portuguesa e cerâmica europeia.


As faianças da coleção do séc. XVII, produzidas em oficinas portuguesas, evocam a Expansão Portuguesa no Oriente, recorrendo, muitas vezes, à imitação de modelos decorativos chineses, ou recorrendo à típica pintura de azul e branco, tão conhecida através das porcelanas Ming.
Nela ressaltam algumas faianças brasonadas, recipientes de farmácia e um raro busto-relicário.
Os exemplares de porcelana oriental, de diversa tipologia, são peças emblemáticas do muito apreciado exotismo, seja pela sua decoração, seja pela beleza da sua matéria.
Esta coleção é formada por peças provenientes do Fundo Antigo (que integraram a fundação do Museu), mas também por legado de Alberto Eduardo Navarro, Visconde da Trindade (1975) e por aquisição de Russel Cortez, diretor deste museu (1955-1983).