Atividades

Já foi ao Museu Nacional Grão Vasco? Conhece os seus Tesouros Nacionais?

Deixe-se surpreender por este espaço e venha conhecer centenas de obras de arte, vivendo experiências emocionantes.

O Serviço Educativo pretende incentivar o enriquecimento individual, possibilitando uma compreensão acessível das obras expostas e promovendo diversas actividades relacionadas com a arte.

Aumentar o interesse e o gosto artístico, desenvolver diferentes competências e despertar emoções, são objetivos deste serviço.

As visitas propostas foram programadas para os interessados em conhecer mais sobre o património e a arte. Destinam-se àqueles que pretendem estimular a imaginação, levantar questões, intervir, satisfazer a curiosidade, partilhar memórias, manifestar espírito de equipa, revelar o seu potencial artístico…

Deixe-se encantar e enriquecer pela cultura!


Visitas guiadas

Grão Vasco, um pintor inovador – 13 + anos

A pintura portuguesa de quinhentos foi influenciada pela arte e pelos artistas da Flandres mas também de Itália. Que contributo tiveram estas influências na pintura antiga do Museu? E quais as características da obra de Vasco Fernandes?

Esta visita incide sobre a coleção de pintura renascentista, identificando as suas características e analisando o contexto em que foi produzida.

   Viagem ao Oriente no séc. XVI – 6 aos 14 anos, seniores

A expansão portuguesa nos séculos XV e XVI permitiu pôr em contacto civilizações que se desconheciam, revelando aos diferentes povos o ‘exótico’ do outro. Nesta visita explora-se a arte dos descobrimentos mas também este período da história e suas consequências a nível mundial, estimulando os sentidos e conhecendo diferentes “tesouros”.

  À volta do Retábulo | Padrão e Perspetiva – 16 +

Partindo da representação do pavimento ladrilhado presente nalgumas pinturas deste retábulo, exploram-se os conceitos de padrão e perspetiva, sua introdução e influência na arte.

  Santos da casa | Quem são e como são feitos? – 6 aos 14 anos

Percorrendo a coleção de escultura barroca, conhece-se quem está representado, verificam-se os materiais empregues e experimentam-se técnicas de execução.

Madeiras, goivas, plainas e punções, entram em ação nesta visita.

  Cerâmica | Forma, função, decoração – 6 aos 12 anos

O que são pratos de aranhões? Qual a diferença entre faiança e porcelana? O que se guardava num pote de farmácia? Para que servia uma bacia degolada? Viagem ao mundo da cerâmica através das coleções de faiança do século XVII e porcelana chinesa.

  Bichos na Seda – 4 aos 7 anos

A partir de uma colcha de seda chinesa do séc. XVII, vamos descobrir todos os bichos que nela estão representados, mesmo aqueles que só existem no pensamento.

‘Bichos na seda’ é uma visita que promove a observação, a descoberta, o imaginário… Ao mesmo tempo permite conhecer a produção de objetos de outras épocas e de outros povos.

  Vejo, oiço e sinto | A natureza na pintura– 3 aos 12 anos, seniores

O Naturalismo foi um movimento artístico que encontrou na natureza e nas cenas do quotidiano a sua fonte de inspiração.

Esta visita permite conhecer a pintura naturalista do Museu Nacional Grão Vasco através de sons, cheiros e texturas sugeridas nas obras expostas.

  Obras vistas à lupa – 4 aos 12 anos, seniores

Com a ajuda de uma lupa bem potente, vamos descobrir pormenores nas obras de arte do Museu e perceber aquilo que não se vê à primeira vista.

  Tesouros do Museu | 22 obras excepcionais – 8 aos 88 anos

Visita que explora as 22 obras de arte do MNGV que são consideradas Tesouros Nacionais. Que obras são estas? Porque é que são excecionais? Qual o seu valor simbólico? Quem foi o seu criador genial? Tudo isto e muito mais somente no Museu Nacional Grão Vasco.

  Columbano e “Os Lusíadas” – 14 + anos

Descobrir o pintor Columbano Bordalo Pinheiro e os seus quadros relativos a “Os Lusíadas” é uma forma de conhecer literatura e pintura ao mesmo tempo. No Museu Nacional Grão Vasco expõem-se algumas destas suas obras exemplares.

  Xadrez no Museu – 4 + anos

“Um rei e uma rainha resolveram casar. Na celebração estiveram presentes, não um, mas dois bispos. Depois de casados e muito felizes, os reis partiram numa carruagem puxada por dois cavalos lusitanos, que os levou para o seu castelo com duas altas e majestosas torres. A população, com os peões na linha da frente, aplaudia desejando felicidades aos noivos.” Este é o início de um bom jogo de xadrez a ter lugar no Museu.

  Obras para ver e ouvir – 3 aos 10 anos

Ouvir histórias relacionadas com as obras expostas é uma maneira diferente de conhecer o Museu Nacional Grão Vasco. Estas histórias inspiram-se na arte e pretendem proporcionar momentos emocionantes e divertidos…

  Como se chama e para que serve? |8 obras de arte do Museu Nacional Grão Vasco – 6 aos 12 anos

A partir de recriações das peças expostas, esta visita examina com detalhe 8 obras do Museu. Entre elas consta o Cristo Articulado, a Casula, a Píxide, um Contador e outras tantas a descobrir.

  Na cadeira de São Pedro – 4 aos 10 anos

Sentar-se na cadeira de São Pedro, vestir o seu manto e segurar nas chaves do céu pode ser uma experiência única. Desta forma lúdica ficamos a conhecer melhor a obra-prima do pintor Grão Vasco.

  Natureza-morta? Ou viva? – 4 aos 10 anos

O que é uma natureza-morta? Que tipo de objetos fazem parte destas composições? O que é que significavam?

Inspirados numa pintura do MNGV e manipulando diferentes materiais, poderão surgir outras obras de arte da mesma temática.

  Jogar para aprender – 6 aos 12 anos

Um jogo da Glória, um Peddy-paper e um jogo de Perguntas-Respostas são três maneiras diferentes de conhecer o Museu Nacional Grão Vasco. Destinados a grupos, estes jogos permitem criar outras dinâmicas, interagindo em conjunto e promovendo o conhecimento através de uma forma lúdica.

  Da origem das cores ao colorido na pintura – 4 aos 10 anos

Como se obtinha o azul? E o verde? E o vermelho? Qual o modo de preparação das tintas? Desde há muitos séculos atrás que os pigmentos naturais eram utilizados na pintura, sendo os responsáveis pela cor que surgia nas obras dos artistas. Esta visita trata do processo de elaboração das diferentes cores, utilizadas na pintura do Renascimento, tal como as preparavam na altura.

Marcação de visitas

Visitas guiadas pelo Serviço Educativo

O Museu Nacional Grão Vasco disponibiliza, de 3.ª a 6.ª feira, um serviço de visitas guiadas, mediante marcação prévia e para grupos até 25 pessoas, com apresentação de credencial da instituição a que pertencem.

Marcação prévia:
Por telefone: 232 422 049
Por email: se@mngv.dgpc.pt ou mngv@mngv.dgpc.pt

Gratuitidade:
Todos os grupos escolares mediante entrega de credencial da escola na receção do MNGV.

Elementos a indicar sobre o grupo aquando da marcação:
-N.º de elementos (máximo de 25 pessoas por grupo);
-Idade;
-Escolaridade;
-Tipo de visita pretendida (temática ou geral).

Grupos Particulares:
Até 30 elementos – 4€ por pessoa + 60€ por grupo;
Até 30 elementos – Séniores (mais de 65 anos): 2€ por pessoa + 30€ por grupo

 

 

 

 

 

Escultura

Da expressiva coleção de escultura, e de cronologia mais recuada, designadamente dos séculos XIII, XVI e XV, o coleção permite, com alguma exemplaridade, evocar o vasto reportório iconográfico cristão da Idade Média.
A escultura em pedra dominara a produção a partir das oficinas de Coimbra, o Cristo Ressuscitado, do século XV, saída destas oficinas, de surpreendente beleza física, e a dimensão humanista desta figuração é sem dúvida representativa da interpretação da espiritualidade dos últimos séculos da Idade Média.

A coleção inclui um vasto conjunto de imagens sacras dos séculos XVII e XVIII, que permitem colocar em destaque as características essenciais da produção artísticas destas centúrias.
O impulso renovador que o classicismo renascentista conquistou para a escultura de vulto em Portugal foi breve e pouco consequente, as características mais eruditas da conceção plástica da forma disseminaram-se no século subsequente.
A renovação da escultura de vulto em Portugal dá-se por via da atividade de escultores italianos e franceses na primeira metade do século XVIII. A um dos principais escultores estrangeiros que se fixou em Portugal no período pedrino-joanino, o francês Claude Laprade, o cabido da sé de Viseu encomendou três esculturas para os retábulos laterais – duas ainda in situ – e a escultura de Santa Ana e a Virgem, executada em 1723, apeada anos depois, Ainda deste período, assinala-se a presença de inúmeras imagens de vulto pleno, de santos bispos e de santas franciscanas e mártires, da produção de oficinas lisboetas, provenientes, na sua maioria, das extintas congregações religiosas da capital.

Pintura

Uma das virtualidades da coleção de pintura deste museu é a de permitir enunciar os principais momentos, movimentos e protagonistas da história da pintura portuguesa.

Com o objetivo de mostrar as obras do pintor Vasco Fernandes, o Grão Vasco, que se encontravam na sacristia da Sé de Viseu, que após reforma do altar-mor da catedral e das capelas laterais para ali foram deslocadas, é fundado o Museu Grão Vasco através da perseverança de Almeida Moreira, seu primeiro diretor.

Depois deste núcleo outras obras de artistas da região vieram juntar-se às obras maiores do período dos “Primitivos portugueses”, com o recurso a pontuais aquisições e pedidos de depósito, designadamente ao Museu Nacional de Arte Antiga.

A forma esclarecida com que o primeiro diretor deste Museu organiza esta coleção a partir do inestimável valor do conjunto da pintura renascentista, que teve redobrados cuidados sendo mobilizado por elevados critérios de escolha das obras dos séculos XVII a XX, pretendendo assim criar um acervo museográfico abrangente, que permitisse a possibilidade de incorporar peças de valor relevante de pintura de épocas posteriores, para as colocar cerca das de Vasco Fernandes. Tendo mesmo, em 1917, recebido o primeiro conjunto de obras provenientes do Museu Nacional de Arte Contemporânea, ampliado através de aquisições em salões, leilões e diretamente aos artistas, constituiu assim uma interessante e significativa coleção de pintura do século XIX-XX.

Cerâmica

A coleção de cerâmica, uma das mais numerosas e diversificadas do acervo do museu, constitui a expressão visível do colecionismo português de finais do século XIX e primeiras décadas do século XX, quando a moda e o gosto vigentes conduziram à formação das principais coleções privadas deste tipo de objetos, especialmente fomentada quando os museus, num plano institucional, lhe dão acolhimento e expressão.
As coleções de cerâmica do Museu Nacional Grão Vasco são essencialmente de três tipos: porcelanas orientais, faiança portuguesa e cerâmica europeia.


As faianças da coleção do séc. XVII, produzidas em oficinas portuguesas, evocam a Expansão Portuguesa no Oriente, recorrendo, muitas vezes, à imitação de modelos decorativos chineses, ou recorrendo à típica pintura de azul e branco, tão conhecida através das porcelanas Ming.
Nela ressaltam algumas faianças brasonadas, recipientes de farmácia e um raro busto-relicário.
Os exemplares de porcelana oriental, de diversa tipologia, são peças emblemáticas do muito apreciado exotismo, seja pela sua decoração, seja pela beleza da sua matéria.
Esta coleção é formada por peças provenientes do Fundo Antigo (que integraram a fundação do Museu), mas também por legado de Alberto Eduardo Navarro, Visconde da Trindade (1975) e por aquisição de Russel Cortez, diretor deste museu (1955-1983).

Ourivesaria

A coleção de ourivesaria compõe-se de peças de uso e de aparato (século XVII ao século XX).

Em prata destacam-se as lavandas, peças gravadas com os brasões de família e outras insígnias de posse, sendo especialmente importante o conjunto peças de uso cerimonial, provenientes de Itália, outrora pertencentes ao Bispo de Viseu D. Júlio Francisco de Oliveira (1740-1765), compostas por dois cálices litúrgicos, uma caixa de hóstias, três salvas e um aguamanil.

A constituição desta coleção deve-se à incorporação de bens pela aplicação da Lei de Separação do Estado e da Igreja (1911), e aos legados do Visconde da Trindade, do Coronel Joaquim Cabral Cavaleiro e de D. Maria Fernanda de Vasconcelos Lucena e Vale.

Têxteis

Pela sua natureza, aliada a razões de conservação condições peculiares de exposição, este conjunto tem permanecido em reserva. Objetos tão diversos como tapetes, indumentária religiosa, alfaias litúrgicas, colchas, fragmentos de tecidos, etc.

A maioria da coleção de têxteis do museu está ligada à indumentária de aparato litúrgico. A importância atribuída a determinadas peças de paramentaria, não apenas enquanto meio de distinção ou identificação, mas sobretudo na sua condição de suporte figurativo, através do bordado, encontra-se em algumas peças de grande significado artístico.

Com a presença de um pano de armar bordado a seda, proveniente da China e datável do séc. XVII, alarga-se o âmbito artístico e geográfico desta coleção.

Numismática

 A integração desta importante coleção de numismática ocorre com a incorporação do Legado de José Nogueira Lobo, em 1932.
As primeiras moedas portuguesas terão sido produzidas ainda no reinado de D. Afonso Henriques, certamente depois de em 1179 ter sido reconhecido pelo Papa como Rei, são pequenos espécimes feitos de bolhão.
O mais antigo espécime, de bolhão, desta coleção foi cunhado no reinado de D. Sancho I, rei de Portugal de 1185 a 1211 e percorre todos os períodos da monarquia portuguesa atá à implantação da república.
Em 2012, o Legado Pereira da Gama, veio enriquecer este núcleo.

Mobiliário

Os móveis estiveram ao longo de muito tempo expostos nas galerias deste museu como peças essenciais para a decoração dos espaços, para a reconstrução do ambiente da época e também como suportes museográficos, surgem agora, na exposição permanente, valorizados em si mesmos.

A coleção de mobiliário é constituída por um significativo número de peças que integra exemplares de diversas tipologias, num universo cronológico que vai desde o século XVII até à segunda metade do século XX. Revelam o gosto requintado de fidalgos de província e a sumptuosidade dos paços eclesiásticos.

O mobiliário civil português está amplamente representado com os três grandes estilos que marcaram o século XVIII em Portugal, designadamente “D. João V”, “D. José” e “D. Maria I”, que permitem identificar algumas soluções técnicas, morfológicas e estéticas, numa época particularmente criativa e receptiva de grandes influências estrangeiras.

Arqueologia

Embora a coleção de arqueologia do Museu Nacional Grão Vasco não seja uma coleção de valor excepcional, possui no entanto algumas peças bem importantes. É o caso de um fragmento de uma ara votiva, cuja proveniência se desconhece, que é o resultado da expressão da devoção popular a uma divindade indígena pré-romana da região de Viseu, COSEI, até agora desconhecida, vindo a estender mais a sul o culto a esta divindade, até então conhecida em castros do norte do país e da Galiza.

Outra obra da coleção que  prova uma vez mais o sincretismo entre as religiões romana e indígenas é uma ara votiva com inscrição romana datável séc. II, de Cavernães, com a seguinte tradução: Lúcio Valerio Caturo levantou (esta ara) ao deus Lurúnio (em cumprimento do voto) do pai, Sateilo, muito agradecido.
A primeira notícia sobre as inscrições de Cavernães é-nos fornecida por Manuel Botelho Ribeiro Pereira na sua obra “Diálogos Morais e Políticos” (escritos entre 1630 e 1636), depois dele outros autores se interessaram nomeadamente Frei Agostinho de Santa Maria.